Mais um dia de chuva...chove la fora...
Paro, em frente a janela, e observo...
Absorta por tamanha bezela, perco-me em meus pensamentos...
Sinto uma enorme vontade invadir o meu ser, vontade de sair, de deixar a chuva gélida cair sobre mim, sobre o meu corpo...deixar que penetre minha pele, até que gele as minhas veias e em seguida venha pretificar meu coração...
Há em mim uma súbita vontade de explodir .As palavras essas abundam-me na mente, mas a garganta as sufoca...as cala!
Cair, até atingir o meu "eu" por completo...desesperadamente, penso, quão bom seria, se me lavasse a alma, e as memorias...
Que a chuva que cái la fora, caisse em minha vida, como enxurrada, levasse tudo!!!!
Sinto a tristeza em mim...sinto-me vaguear no nada... a chuva cai la fora, e as lagrimas insistem inrromper minha face.
O dia melancolico, vazio...como por vezes minha vida, vazia, melancolica...
Vou sair pela chuva, vou caminhar até perder as minhas forças...Vou sentir o gosto das gotas...quero sentir deslizar por todo o meu corpo...quero sentir os olhos marejados, barços...quero não poder ver, mas continuar a minha caminhada...
Queria tanto ir embora, para não ficar pior...queria poder embrulhar os meus restos e queimar...
Queria cair como a chuva la fora, molhar os campos, encher os rios e deságuar no mar...ir para longe, para qualquer lugar...Mas ir!!
O Amor deságua na alma... amor que faz sorrir, que nos faz flutuar, que nos faz sonhar, o amor que faz de pequenos instantes grandes momentos...
Esse mesmo amor,também pode nos corroer como o veneno, destruir...pode nos torturar lentamente sem nos matar...
Hoje chove la fora...chuva que cai, chuva que se vê, que se toca...em algures no passado, tive uma tempestade...tempestade do meu viver...mas o sol lentamente voltou a nascer...
Hoje, ja passou...sinto que estou a recontruir todo o meu ser, que estou a renascer...hoje em dia, as lagrimas dificilmente deslizam pelo meu rosto, mas ainda sinto despencarem de meu coração.
Cheguei a conclusão, de que não adianta me olhar com os meus olhos...pois não me verei, não sou a mesma, não me reconheço...
Dos erros de um passado perdido...Aprendi, que mesmo no inverno, num dia de chuva, a chuva para de cair...Aprendi, que a mesma é precisa em nossas vidas...
Por isso, em meio a uma tempestade, descobri forças...forças para me erguer, para voltar a gostar de mim, para descobrir o melhor em mim... Aprendi a me reerguer...Hibernei, Armazenei forças...Forças para recomeçar...
Aqui estou...
Lurdes Pais
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